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Gilberto Gil participa de ato com padre denunciado por intolerância contra Preta Gil, na PB

 

Padre que debochou de orações de Gilberto Gil para Preta pode ser proibido de rezar missas — Foto: Ale Frata/Código19 via Estadão Conteúdo/Reprodução/Diocese de Campina Grande

Um ato inter-religioso reuniu, nesta sexta-feira (6) na sede do Ministério Público Federal (MPF) da Paraíba, em João Pessoa, o padre Danilo César de Sousa Bezerra e o cantor e compositor Gilberto Gil e sua família, que participaram de forma online.

O evento fez parte do cumprimento de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre o órgão e o sacerdote, após ele ter sido denunciado por intolerância religiosa durante falas sobre a morte da cantora Preta Gil e religiões de matriz africana.

Durante a cerimônia, Gilberto Gil manifestou satisfação com o reconhecimento do erro por parte do sacerdote. Para o artista, o momento simboliza uma vitória contra a injustiça perpetrada contra sua família e a ancestralidade religiosa que professam.

“Ao padre, a sua paróquia, a todos que fazem a vida religiosa, também nosso agradecimento, pela aproximação que está sendo proposta, que está sendo feita, que eu espero que seja absolutamente sincera e profunda, como é da nossa parte”, destacou.

Flora Gil, esposa do cantor, também enfatizou a importância do encontro. “A gente está aqui para ouvir o perdão do padre, o padre ter reconhecido a injustiça, acho que é assim que se segue”, declarou.

Relembre o caso

O episódio que motivou a intervenção do MPF ocorreu em 27 de julho de 2025, durante uma homilia na Paróquia de São José, em Areial (PB). Na ocasião, em transmissão ao vivo pela internet, o padre Danilo César questionou a fé de Gilberto Gil e a eficácia das religiões de matriz africana ao comentar a morte da cantora Preta Gil, vítima de câncer.

“Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disparou o sacerdote no vídeo.

O MPF sustentou que a fala se enquadra na Lei 7.716/89 (Art. 20, § 2º-A), caracterizando indução ou incitação à discriminação religiosa em contexto de atividade pública.

Os termos do acordo (ANPP)

Para evitar o processo criminal, o padre Danilo César confessou formalmente os fatos e aceitou cumprir as seguintes condições estabelecidas pelo MPF:

ExigênciaDetalhes da Condição
Reparação FinanceiraPagamento de três salários mínimos.
Destinação SocialValor convertido em doações para comunidades quilombolas vulneráveis.
Ato EcumênicoRealização do evento inter-religioso com representantes afro-indígenas.
TransferênciaCompromisso de não se opor à sua mudança de paróquia.
Retratação PúblicaDivulgação da retratação em meios de comunicação de amplo alcance.
Conduta FuturaProibição de novos discursos de ódio ou racismo, sob pena de rescisão do acordo.

Consequências do descumprimento

Caso qualquer uma das cláusulas seja desrespeitada, o MPF poderá rescindir o acordo imediatamente e oferecer denúncia criminal à Justiça. Se todas as condições forem integralmente cumpridas, o Ministério Público solicitará a extinção da punibilidade do sacerdote, encerrando definitivamente o processo.

Fonte da reprodução

https://paraibaja.com.br/gilberto-gil-participa-de-ato-com-padre-denunciado-por-intolerancia-contra-preta-gil-na-pb/

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