Delegado Braz Morrone - Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Outros dois agentes da Polícia Civil também foram detidos na ação

O delegado Braz Morroni de Paiva Júnior, titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT), foi preso na manhã desta terça-feira (2), durante a Operação Perfidus, deflagrada em João Pessoa pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Ministério Público da Paraíba. Outros dois agentes da Polícia Civil também foram detidos na ação.

De acordo com as investigações, os suspeitos são apontados por utilizar cargos e funções públicas para beneficiar uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. Entre as irregularidades apuradas estão o suposto desvio de entorpecentes apreendidos e o repasse de informações sigilosas que teriam favorecido integrantes do grupo criminoso.

A Operação Perfidus cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. O objetivo é desarticular a estrutura da organização criminosa e interromper o fluxo de recursos obtidos por meio das atividades ilícitas.

Com mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil, Braz Morroni ingressou na corporação após aprovação em concurso público e foi nomeado delegado em agosto de 2004. Ao longo da carreira, atuou nas delegacias de Cuité e Itabaiana, na 4ª Delegacia Distrital de Campina Grande e na Segunda Delegacia Regional. Em 2017, passou a integrar a Delegacia de Repressão a Entorpecentes e, dois anos depois, assumiu a titularidade da DCCPAT.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa. Até a publicação desta matéria, a defesa do delegado não havia sido localizada para comentar as acusações.

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