Fenômeno já confirmado pela Nasa está previsto para se repetir com características semelhantes em 2183

Um eclipse solar deverá deixar partes do planeta em completa escuridão por cerca de seis minutos e 22 segundos em 2027. Considerado o mais longo do século 21, o fenômeno, que já foi confirmado pela Nasa, a Agência Espacial Americana, está previsto para ocorrer em 2 de agosto e só deve se repetir com características semelhantes em 2183.
O fenômeno astronômico ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar. Esse alinhamento acontece durante a fase de lua nova.
Os eclipses solares podem ser classificados em quatro tipos:
- Total: quando a Lua encobre completamente o Sol, provocando escuridão total em algumas partes da Terra.
- Parcial: quando apenas uma parte do Sol é encoberta pela Lua.
- Anular: ocorre quando a Lua está mais distante da Terra e não cobre totalmente o Sol, formando um “anel de fogo” ao redor.
- Híbrido: um tipo raro que pode variar entre total e anular, dependendo do ponto de observação.
Apesar da grandiosidade, o eclipse não será visível por completo em todo o mundo. O ponto central de observação será a cidade egípcia de Luxor, além de regiões como Groenlândia, Islândia, Península Ibérica, Norte da África e Oriente Médio. No Brasil, a visualização será parcial, restrita principalmente à região Sul do país.
O que explica a duração recorde do eclipse?
Embora eclipses solares ocorram, em média, duas vezes por ano, os eclipses totais visíveis em grandes áreas e com longa duração são bem mais raros, devido à inclinação da órbita da Lua em relação à órbita da Terra ao redor do Sol.
O eclipse previsto para 2027 se destaca justamente por uma combinação incomum de fatores. Para que um eclipse solar total dure mais tempo, é necessário o alinhamento preciso de três elementos: a proximidade da Lua em relação à Terra, a distância aparente do Sol e a posição do observador no planeta.
Nesse evento, a Lua estará no perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita, o que aumenta seu tamanho aparente no céu e permite que ela cubra o Sol por mais tempo. Ao mesmo tempo, a Terra estará em uma posição que faz o Sol parecer ligeiramente menor, contribuindo para uma fase de totalidade mais prolongada.